Ah o tempo! Esse fato que tentamos controlar sempre, mas que muitas vezes não sabemos viver. Ou que muitas vezes nos causa um medo ou um certo desespero, por colocarmos tantas regras para isso, mas que esquecemos que "ele" mesmo não nos exige nada, nada além de viver bem.
Diante de muitas histórias que já ouvi e vivi, posso dizer que nada me incomoda mais do que aquelas que estão mal resolvidas, por vezes nos perseguem como fantasmas, e que se estendem por toda uma vida.
Título meio tenebroso né? Pois é, mas como sempre digo tudo nessa vida nos ensina, até mesmo coisas tenebrosas. Ontem compartilhei com vocês um carta do meu avô (paterno), que já está lá no céu, e isso me lembrou do quanto minha vida mudou após o enterro.
"Eu ainda não sou nada por aquilo que Deus fez por mim. Mas estou caminhando para ser um discípulo de Deus, um discípulo da paz, um amigo de todos.
Não sei se estou certo, se é isto mesmo que Deus quer de mim, mas vou caminhar levando a Boa Nova à todos.
Vou ser o badalo deste sino que recebi, um som.
Vou ser a voz que clama no deserto."
Escrita por: Jesus Augusto de Jesus (meu avô paterno), em 08 de dezembro de 1998
O texto de hoje é uma homenagem ao meu avô paterno, falecido há mais ou menos uns 6 anos atrás. Encontramos essa carta após a morte do meu avô e com ela entendemos o porque da sua dedicação para as coisas da Igreja e em dar o seu melhor para Deus. Ao lembrar desta carta e lê-la é como se as palavras do meu avô descrevesse o desejo do meu coração atualmente. Espero que meu avô, do lugar onde está, veja que não só eu mas muitos da sua família seguiram os seus passos (sem a menor intenção) e que foi em nossas vidas a voz de Deus mesmo com o silêncio das suas palavras mas o grito de suas atitudes. Não tenho dúvida de que meu avô foi um verdadeiro cristão, porque mesmo depois da sua morte continua sendo instrumento de Deus nas nossas vidas, assim como minha avó descreveu atrás da carta dele. Obrigada vôzinho por ter sido de Deus e por ter doado a sua vida com tanta beleza e amor.